Sistema para açaí e sorveteria: a tigela montada por peso, do balcão ao delivery
Açaiteria vende duas coisas ao mesmo tempo, e é isso que quebra a maioria dos sistemas: um peso e uma lista de escolhas. A tigela custa por quilo, mas o que define o pedido são os complementos — quantos cabem, quais somam ao preço e quais não somam. Aqui as duas coisas moram no mesmo item, sem gambiarra de cadastro.
A tigela vendida por peso
No cadastro do produto você escolhe a unidade de venda: unidade, quilo, grama, litro ou mililitro. Marcando quilo ou grama, o preço passa a ser por aquela medida e o rótulo do campo muda junto — "Preço por kg" em vez de "Preço". É esse interruptor que transforma "Açaí" num item pesado na hora em vez de um copo de tamanho fixo.
Na loja online, o botão do produto deixa de ser o contador de unidades e vira "Escolher peso · R$ 59,90/kg". Quem informa o peso é o próprio cliente, com botões de mais e menos ou digitando o valor, e o total é recalculado na hora — peso vezes preço por quilo. No balcão é o operador que digita, a partir do visor da balança.
O que faz o açaí realmente funcionar é que peso e complementos convivem no mesmo produto. Um item vendido por quilo pode ter grupos de adicionais, e a montagem acontece em etapas: o cliente passa grupo a grupo escolhendo o que vai na tigela e só no fim informa o peso.
"Escolha até 5"
Cada grupo tem máximo próprio. Com máximo 5, o sexto complemento não entra, e o contador mostra "3/5" enquanto o cliente escolhe.
Grupo obrigatório trava o avanço
Marcado como não-opcional, o grupo exige a quantidade mínima: o botão de avançar fica desabilitado até a escolha ser feita.
Repetir o mesmo complemento
Cada item tem contador próprio. Por padrão o teto é o do grupo, mas um item pode ter o seu — leite condensado no máximo 2, por exemplo.
Complemento que soma e complemento que não soma
Cada complemento tem preço próprio. Os que entram sem acréscimo ficam com preço zero e aparecem só com o nome; os que somam mostram "+ R$ 3,00" ao lado. Vale saber que não existe uma etiqueta "grátis" — é a ausência do preço que comunica isso ao cliente.
Os complementos são reordenáveis, podem ser ligados e desligados sem sair do cadastro, e um item que já existe no catálogo pode ser importado para dentro de um grupo em vez de ser cadastrado de novo. Nos relatórios eles aparecem separados do produto, então dá para ver quanto a granola e o leite ninho estão somando ao ticket médio e quais são os mais pedidos.
O resto da vitrine — e o que não existe
A mesma unidade de venda cobre o que sobra do balcão: pote de sorvete por litro ou mililitro, castanha por grama, e bola, casquinha e picolé por unidade. O carrinho mostra a conta aberta, no formato "0,700 kg · R$ 59,90 / kg", para conferir antes de cobrar.
Duas coisas não existem, e é melhor dizer agora. Não há integração com balança: o peso é digitado, não lido do aparelho, e não há importação de etiqueta com código de barras gerada por ela. E não há controle de lote nem data de validade no estoque — o que ele acompanha é saldo, unidade, reserva por pedido em aberto e movimentação.
O balcão, a entrega e o cliente que volta
No balcão, o PDV cobra em PIX, cartão ou dinheiro com cálculo do troco, baixa o estoque, entra no fechamento do caixa e emite NFC-e a partir da própria venda. Quando a fila cresce no domingo à noite, o totem de autoatendimento tira parte dela do atendente, com o mesmo catálogo e a mesma montagem por etapas. A loja pode operar mais de um caixa ao mesmo tempo.
Na entrega, as regiões definem taxa e prazo por bairro ou por raio em quilômetros, e a ordem da lista é a prioridade quando duas áreas se sobrepõem. Os entregadores são seus e recebem os pedidos atribuídos pelo painel, com endereço e mapa da rota. O cliente também pode escolher retirar na loja. Para trazê-lo de volta há o programa de fidelidade por meta, cupons e promoções automáticas que valem só nos dias e horários que você marcar — o que resolve a terça-feira parada sem queimar o preço do fim de semana.
Perguntas frequentes
O cliente consegue montar o açaí por peso pelo site?
Sim. Em produto com unidade de venda em quilo ou grama, o botão vira "Escolher peso" com o preço por quilo, o cliente informa o peso ele mesmo e o total é recalculado na hora. No balcão, quem digita o peso é o operador.
Dá para limitar em cinco os complementos da tigela?
Sim. Cada grupo de adicionais tem mínimo e máximo. Com máximo 5, o sexto complemento não entra e o contador mostra quantos já foram escolhidos. Grupo marcado como obrigatório não deixa o pedido avançar sem a quantidade mínima.
Um produto vendido por peso pode ter complementos?
Sim, é justamente o caso do açaí. O cliente passa pelos grupos de complementos em etapas e informa o peso no fim, no mesmo item — não são dois produtos separados no carrinho.
O sistema se conecta à balança do balcão?
Não. O produto é cadastrado com preço por quilo, grama, litro ou mililitro e o peso é digitado na hora da venda. Não há leitura automática de balança nem importação de etiqueta gerada por ela.
Controla a validade do sorvete no estoque?
Não. O estoque trabalha com saldo, unidade, quantidade reservada por pedidos em aberto e histórico de movimentações. Não existe campo de data de validade nem digitação de lote.
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